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Formação: A Devoção ao Glorioso São José na Igreja

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No dia 19 de Março a Igreja celebra a solenidade de São José, Esposo da Virgem Maria. Conheça um pouco sobre a devoção ao Pai adotivo do redentor e se prepare conosco, durante 40 dias de orações, para viver santamente uma Quaresma dedicada a São José.

A devoção a São José na Igreja Católica é antiquíssima. A Igreja do Oriente celebra-lhe a festa desde o século nono, tendo os Carmelitas introduzido tal festa na Igreja ocidental. Os Franciscanos em 1399 já festejavam a comemoração do santo Patriarca. Xisto IV inseriu-a no breviário e no missal; Gregório XV generalizou-a em toda a Igreja. Clemente XI compôs o ofício com os hinos para o dia 19 de março e colocou as missões da China sob a proteção de São José. Pio IX introduziu, em 1847, a festa do Patrocínio de São José e, em 1871 declarou-o PADROEIRO DA IGREJA CATÓLICA; Leão XIII pela encíclica Quanquam Pluries, e Benedito XV, pelo Motu Próprio “Bonun Sane” em 1920, recomendaram aos fiéis a devoção a São José, de um modo particular, chegando este último Papa a inserir no missal um prefácio próprio. Pio XI, o Papa da transição entre as duas guerras mundiais, em sua encíclica Divinis Redemptoris (sobre o Comunismo Ateu), propõe São José modelo para os operários. Mas é Pio XII, seu sucessor, que em 1955 institui a festa litúrgica de São José Operário diante de um grupo de trabalhadores reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano. O papa São João XXIII declarou  São José o Celeste Protetor do Concílio Vaticano II, e introduziu o Nome de São José no Cânon Romano (oração Eucarística I). São João Paulo II, em sua exortação Apostólica o Guarda do Redentor (Redemptoris Custus) de 1989 deixou para a Igreja uma obra prima de espiritualidade josefina. Bento XVI preparou a introdução do nome de São José ao lado do da Virgem Maria nas 3 Orações Eucarísticas (II, III e IV do Missal Romano), mas foi sob o pontificado do Papa Francisco que se concluiu o feito.
Nada sabemos a respeito da infância de São José, tampouco da vida que levou, até o casamento com Maria Santíssima. Os santos Evangelhos não nos dizem cousa alguma a respeito; limitam-se apenas a afirmar que José era justo, o que quer dizer: José era cumpridor da lei, homem santo.
Que a virtude e santidade de São José foram extraordinárias, vemos pela grande missão que Deus lhe confiou. Segundo a Doutrina de São Tomás de Aquino, Deus confere as graças e privilégios à medida da dignidade e da elevação do estado, a que destina o indivíduo. Pode imaginar-se dignidade maior que a de S. José que, pelos desígnios de Deus, devia ser esposo de Maria Santíssima e pai nutrício de seu divino Filho? Maria Santíssima, consentindo no enlace com o santo descendente de David, não podia ter outra cousa em mira, senão uma garantia para o futuro, uma defesa de sua virtude e uma satisfação perante a sociedade, visto que no Antigo Testamento não era conhecida, e muito menos considerada, a vida celibatária. Celebrando o contrato, Maria Santíssima certamente o fez com a garantia absoluta da pureza virginal, que por inspiração divina votara a Deus. Ao realizar-se a grandiosa obra da Encarnação do Verbo , o Arcanjo Gabriel comunicou-se o grande mistério, que nela se havia de realizar e, após pronunciar o “fiat”, consentindo sua maternidade operada pelo Espírito Santo, deixou São José em completa ignorância. Com esse consentimento, dirigiu-se à casa de Isabel, onde se demorou três meses e, de volta para casa, seu estado causou no espírito se São José as mais graves preocupações e cruéis dúvidas. A virtude e a santidade da esposa estavam acima de qualquer suspeita, não lhe permitindo explicação menos favorável. Nesta perplexidade invencível, resolveu abandonar a esposa e, quando tudo já estivesse providenciado para a partida, um Anjo do Senhor lhe aparece em sonhos e lhe diz: : “José, filho de Davi, não temas admitir Maria, tua Esposa, porque o que nela se operou é obra do Espírito Santo”. Foram assim de vez dissipadas as negras nuvens do espírito de José. Com quanto respeito, com quanta atenção não teria tratado aquela, que pela fé sabia ser o tabernáculo vivo do Messias.

Fontes de pesquisa

Vatican.va

padrepauloricardo.org

Centro de Espiritualidade Josefina Marelliano

pt.josemariaescriva

São José: História e Orações

 

Acesse aqui e reze o Ofício de São José

 

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